11 de jul. de 2009

A incrível história do caderno “noteboook”


Outra história com meu ex-aluno, hoje pessoa de meu círculo de pessoas queridas, Tarciano.

Tarciano era simplesmente encantado com notebook. Era objeto de desejo. Fixação. Idolatria. E outros predicados semelhantes mais. Ele passava momentos de aulas teclando em seu imaginário caderno “noteboook”. E viajava conectado neste mundinho.

A coisa não estava restrita à sala de aula. Ano passado a escola promoveu um de seus eventos anuais. E nós éramos encarregados de montar estande e organizar uma apresentação. Outro professor também estava conosco na jornada. E este professor possuía o quê? Hein? Adivinhe!!! Um notebook! Se esse professor já era querido por Tarciano, imagine então com o objeto de seu desejo. Pense na dupla inseparável: Tarciano e o notebook de Matheus. Essa paixão durou até o final do evento, quando foram cerradas as lonas do estande.

Mas não pensem vocês que ele se deu por satisfeito. Continuou com seu famoso caderno, ou melhor, agora um “notebook” de verdade. Pelo menos para ele. Isso até quase o final do ano, porque se aproximavam os vestibulares e ele precisou se dedicar aos estudos ainda mais. Mas nem tudo foi em vão: ele foi aprovado e ganhou o que de presente dos pais?

Hoje ele mora em Feira. Desistiu do curso para o qual foi aprovado, passou em outro. E com certeza outros virão. E ele seguirá seus caminhos. Sempre acompanhado pelo seu, agora real, notebook.

Retorno pós-recesso junino


Depois de um período de recesso escolar, mais precisamente o recesso junino, eis que me vejo de volta às salas de aulas. É um retorno meio preguiçoso das duas partes: alunos e professores (incluirei aqui vários de meus colegas). Após quinze abençoados dias sem nada (???) para fazer, afinal, tive que retornar, porque tudo o que é bom, dura pouco... Então, aqui estou eu, mais uma vez, para relatar alguma história de professora e alunos.

Chego eu numa manhã fria e preguiçosa de terça-feira a fim de dar prosseguimento ao que foi iniciado antes dos abençoados dias. Imagine aí, você, uma turma de adolescentes e duas aulas de assuntos gramaticais pós dias de ócio... lá fui eu, mas admito que me faltava um pouquinho de coragem também! Como é comum a conversa descontraída para quebrar o gelo, começamos a falar sobre festas. E festa lembra muita gente, “bebida”... E foi sobre bebida que a conversa começou. Menino é assim: é amigo do outro, até que um seja alvo de alguma resenha do outro. A amizade e o coleguismo acabam aí. E voltando ao assunto bebida, os meninos começaram a falar quem bebe, quem bebe moderadamente, quem bebe regularmente, quem não tem controle sobre o que bebe. Pasmei! Meninos que ainda não largaram os cueiros estão bebendo ao ponto de ficar largado num banco de praça! Mas não posso dizer o nome. Não insista!!! Se fosse no meu tempo... Mas os anos passam, esses meninos vão ficando evoluídos...

Para não correr o risco de citar nomes, encerro por aqui. Vale ressaltar que a aula foi bem lenta, como devem ser as aulas de Língua Portuguesa!!!

Histórias de Professora - Parte 1


Em alguns já muitos anos nesta profissão de dar aulas, já passei por muitas situações engraçadas e até mesmo inusitadas. Como buscar nos arquivos da memória é mais fácil começar pelo recente, vou relatar algum fragmento ativo do “Quarteto Fantástico” que tive a oportunidade de conhecer em 2008: Leo, Tarciano, Luan e Saulo.

Vida de professor é a coisa mais pública que conheço: alunos sabem absolutamente tudo a nosso respeito. Pois então... O tal Quarteto fazia – faz! – parte desses conhecedores. E ano passado foi um ano de total sofrimento. Duplo sofrimento: política e futebol. Pois então... O Quarteto, que na hora de atazanar meu juízo (que já é bem pouco) transformava-se em uma dupla terrível. Vamos chamar partido “D” e partido “M”. Pois então... E vou dar nomes aos bois (sem nenhum trocadilho!): Leo e Luan.

Meu Deus! Essas duas criaturas, todas as terças e quintas eram a causa de meu infortúnio. Algo que só acabou meses após a decisão do pleito brumadense. E, como se não fosse pouco o sofrimento, os senhores Leo e Luan ainda são torcedores flamenguistas. E eu, oh!, coitada!, vascaína! Meus amigos, não foram dias felizes não. E o ano se arrastava, e meninos novos têm memória excelente: eles não esquecem! Não esquecem.

Sorte a minha ter a risada de Tarciano, para aliviar as tensões e o apoio fiel de Saulo, meu companheiro de sofrimento. Sim, somos vascaínos e simpatizantes do partido “M”.

Mas ainda bem que um dia algo tem que acabar: ou a gente, ou o ano! E eis que chega o final de 2008! Chega o final do ano com a sensação de alívio: não ser mais obrigada a ouvir que fui duplamente perdedora. Mas como nem tudo está perdido, ficou a certeza do dever cumprido. E os laços de amizade não foram rompidos.

Hoje tenho por eles um enorme carinho. Apesar de seu Luan insistir em lembrar algo relacionado à segunda divisão...

E quando as sinapses permitirem, contarei mais.

Porque histórias de professores nunca têm fim...

24 de abr. de 2009

Um pouco (bem pouco) de mim...


Nasci em 29 de setembro, já há alguns anos por aí.
Não sou filha dileta, nem neta dileta, ou sobrinha dileta, ou ainda, amiga, colega, professora. Mãe dileta? Com certeza.
Tive uma infância rica, vivenciada intensamente com amigos que, hoje, não estão tão próximos, mas estão vivos dentro de mim.
Da adolescência, sinto saudades. Porque foi a época em que me descobri. Eu me descobri GENTE FELIZ.
Da época de UESB trago em mim, talvez, os momentos mais ricos e lindos e sinceros e verdadeiros. E também meus amigos diletos.
Hoje formada, hoje mãe, hoje professora é a época em que colho os louros de uma vida tão bem vivida.
No entanto... Sou complexa, o que torna esta tarefa muito árdua para mim: falar sobre mim. Por isso essas repetições, essas divagações.
Muita coisa já vivi, muita coisa já fiz.
E, no entanto, acredito que falta ainda MUITO a ser feito, a ser dito, a ser sentido...
Enfim, é por aí que ainda muita coisa vai acontecer.

Quem sou eu

Minha foto
Brumado, Bahia, Brazil
Professora de Língua Portuguesa e Literatura Brasileira, na cidade de Brumado (BA).